Têxteis

Na coleção de têxteis incluem-se as secções de tapeçaria e paramentaria ou vestes religiosas.

O conjunto cronologicamente mais precoce corresponde, também, ao mais importante existente em museus portugueses, e é constituído por um núcleo de tapeçarias flamengas, produzidas em Bruxelas, no primeiro terço do século XVI. Em número de seis representam: “ O Julgamento do Paraíso”, “O Templo de Latona” e uma série de quatro panos que ilustra a tragédia de Édipo. Provenientes do antigo Paço Episcopal, a sua aquisição deverá relacionar-se a um contexto de renovação artística da diocese de Lamego, ao tempo do bispo D. Fernando Meneses de Vasconcelos (1513-1540) e/ou D. Manuel de Noronha (1551-1569).

Mais tardia, do século XVII, é a série da História de Alexandre, constituída por sete panos produzidos em Aubussun, a partir de cartões executados por Charles Le Brun.

Reveladora da importância a que os sucessivos bispos de Lamego sempre devotaram à sua coleção de tapeçarias, é a sua presença quase ininterrupta no paço episcopal, onde volvidos mais de três séculos após a sua aquisição, ocupavam lugar destacado: a forrar as paredes de três salões contíguos, o salão de receção, do trono e o de audiências ou visitas. Foi aí que, em 1915, o investigador Joaquim de Vasconcelos as encontrou e imediatamente salientou a sua importância.

A coleção de paramentaria consta de 115 peças, resultantes da integração de bens eclesiásticos provenientes do extinto Mosteiro das Chagas e Paço Episcopal no Património do Estado e, subsequentemente, no Museu. Possuindo exemplares de grande qualidade técnica e artística, de fabrico português, espanhol e francês, a coleção abarca um período cronológico que vai do século XVI ao XIX.

O Julgamento do Paraíso
O Templo de Latona
Série de Édipo
Dalmática
Frontal
Mitra
Pluvial
Casula