Pintura

O núcleo de pintura é constituído por 238 exemplares, que compreendem pintura portuguesa e europeia dos séculos XVI aos finais do XVIII, para além da presença episódica de exemplares mais tardios. Do conjunto de pintura portuguesa, o mais significativo, destacam-se os cinco painéis que integravam o políptico do altar-mor da Sé de Lamego, executado na primeira década do século XVI por Vasco Fernandes (Tesouros Nacionais) e um conjunto de dezasseis pinturas de André Reinoso e oficina, que constitui um dos maiores conjuntos de pintura Seiscentista que se preserva em museus portugueses atribuída a um só autor. Ainda do século XVI, segunda metade, contam-se ainda obras atribuídas a Simão Antunes e a Gonçalo Guedes e, do século XVII-XVIII, uma pintura de Bento Coelho da Silveira. Evidencia-se do núcleo de pintura Setecentista, a obra de Pedro Alexandrino e numerosas pinturas, de expressão conventual, que integram os programas decorativos das capelas em talha dourada provenientes do extinto mosteiro das Chagas de Lamego.

Na pintura estrangeira confrontam-se exemplares dos séculos XVII e XVIII de origem holandesa, flamenga e italiana, com assuntos religiosos ou profanos. Provenientes do antigo paço episcopal, são exemplo do gosto dos antigos prelados, empenhados na renovação artística do paço episcopal, que ocorreu no último quartel do século XVIII.

  

Pinturas do retábulo da Catedral de Lamego
Pietá
Calvário
S. Vicente
Adoração dos Pastores
Visitação
Santa Clara tomando o hábito
Festim