Ourivesaria

A coleção de ourivesaria é composta por 209 peças que se dividem, quanto à sua tipologia e proveniência, em dois núcleos fundamentais.

O primeiro, de ourivesaria religiosa, é composto por peças provenientes do antigo Paço Episcopal, Sé de Lamego e mosteiro das Chagas, transferidas para o Museu na sequência da nacionalização de bens da Igreja. Do conjunto, salientam-se alguns exemplares de excecional valia, cuja aquisição se deve relacionar com a vinda de dignidades forâneas nomeadas para a catedral de Lamego, como é o caso de um cálice de prata dourada, obra-prima da ourivesaria coimbrã de inícios de Seiscentos, ou do conjunto de altar constituído por vinte e duas peças do ourives Tomás Correia, um dos mais qualificados ourives lisboetas de transição do século XVII para o XVIII, ou ainda o conjunto de duas bilhas e bacia de lava-pés, produzido no Porto, no último quartel do século XVIII, pelo ourives João Rodrigues da Costa Negreiros.

O núcleo de ourivesaria civil constituído essencialmente por doações, inclui exemplares em prata e prata dourada que, em termos cronológicos, abrangem um largo período que vai do século XV ao XX, permitindo-nos acompanhar a evolução do gosto e as diversas tendências que acompanharam a produção de ourivesaria ligada, sobretudo, ao universo da mesa, com referências estéticas que vão do manuelino às novas correntes de sabor revivalista que coexistiram na primeira metade do século XX, passando pelo barroco, rococó e neoclássico.

Cálice
Perfumadores
Bilhas dos Santos Óleos
Salvas
Serviço de Chá