E o salão nobre o museu vestiu-se de gala…

No passado dia 5 de abril, foram mais de meia centena aqueles que quiseram festejar os 100 anos do Museu de Lamego. Num jantar que vestiu de gala o Salão Nobre do museu, mais que uma celebração, este foi um evento muito especial, ao lançar um desafio para os próximos 100 anos…

“Apadrinhe uma obra de arte” foi o mote da primeira edição do Jantar de Aniversário, num convite ao mecenato. Ao participar, o público contribuiu para evitar a irremediável perda de uma importante obra de arte, devolvendo-a à fruição pública, enriquecendo a coleção do Museu de Lamego.

Por ser um formato ainda pouco habitual em Portugal, o jantar que marcou o centenário do museu foi uma oportunidade única de fazer parte de um evento singular, que trouxe a público pela primeira vez a pintura “Quo Vadis”, a última peça restaurada no âmbito do projeto de fundraising “Conhecer Conservar Valorizar”, cuja conclusão só foi possível graças à contribuição de todos os participantes neste evento.

Em dia de centenário, não podiam faltar as reflexões em torno de 100 anos de história, de um museu que nasceu na sequência da implantação da República e consequente nacionalização dos bens da Igreja, como recordou o Diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte, que aproveitou ainda para homenagear todos os colaboradores que ao longo destes 100 anos fizeram e fazem parte da história desta instituição agora centenária.

Como assinalou, cem anos passados reconhece-se hoje “a importância do Museu de Lamego enquanto estrutura regional e mesmo nacional. O seu edifício, coleção, mas acima de tudo a sua atividade ao longo da sua história é o que o destaca do ponto de vista social e cultural”.

Quanto ao futuro, assinalou, ele passa pelo museu enquanto instituição capaz de ocupar um lugar de topo no desenvolvimento de uma política sustentável inclusiva e inteligente, além da aposta no fortalecimento das parcerias instituídas.

Aliás, “um museu de pessoas para pessoas” foi o mote do discurso do Diretor do Museu de Lamego. Luís Sabastian falou de um dia especial para o museu e para a Direção Regional de Cultura do Norte, assinalando que o grande ponto forte do museu são os seus 100 anos de história, associados, exatamente, ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido com a máxima criatividade e dedicação de toda a equipa, com o objetivo de levar o nome do Museu de Lamego cada vez mais longe.

Os resultados não poderiam ser mais conclusivos, com o aumento do número de visitantes, o trabalho com praticamente todos os operadores turísticos a operar no Douro e, como destacou, nada disto também seria possível sem os mecenas do museu, imprescindíveis para a realização de grande parte das suas atividades. Os agradecimentos à Liga dos Amigos do Museu de Lamego também não ficaram de fora, assim como a todos os apoios institucionais que ao longo dos anos têm vindo a aumentar, além, claro, dos milhares de anónimos que anualmente chegam até ao museu.

O Diretor do Museu de Lamego recordou ainda que este Jantar de Aniversário, o primeiro que se pretende de muitos, além do sabor particular por ser de centenário, é ainda mais especial pelo seu cariz de fundraising agradecendo a todos os presentes o contributo para o enriquecimento da exposição permanente com a conclusão do restauro da pintura QUO VADIS, apresentada pela primeira vez ao público em dia de aniversário.