Escultura

Apesar de reduzido, o acervo escultórico do Museu de Lamego permite-nos um percurso deveras interessante pela produção de escultura em Portugal, que vai do período romano ao primeiro quartel do século XX.

Na origem da criação deste núcleo encontra-se, por um lado, a entrega ao Museu dos “achados arqueológicos” que a Comissão Administrativa da Câmara Municipal tinha à sua guarda e, por outro, a extinção dos conventos (1834), complementado, posteriormente, por doações várias.

Por esse motivo, a coleção integra tipologias muito diversas que vão desde a tumulária à heráldica, passando pela imaginária avulsa e de animação arquitetónica. Do período romano, destacam-se várias estelas funerárias; dos tempos medievais, merece especial referência uma arca tumular do século XIV, onde supostamente foram depositados os restos mortais de D. Teresa Anes de Toledo, 3.ª mulher do poderoso Conde de Barcelos, Pedro Afonso, tumuladoem São Joãode Tarouca, bem como o núcleo de escultura proveniente de São Pedro de Balsemão, que constitui um vestígio raro da produção de escultura autónoma, em madeira, que se conserva em Portugal deste período, ou ainda, as duas imagens, figurando a Virgem do Ó, atribuídas ao mestre catalão Pero; o cruzeiro do Senhor do Bom Despacho, de finais do século XV, inícios do XVI, trata-se de um exemplar cuja raridade e exemplaridade levaram a que fosse classificado como Imóvel de Interesse Público; o núcleo dos séculos XVII e XVIII, o mais numeroso, é composto por imaginária de decoração arquitetónica que se encontra integrada em exuberantes estruturas retabulares em talha dourada, provenientes do extinto Mosteiro das Chagas de Lamego, e por um significativo número de pedras de armas ricamente esculpidas de acordo a opulência decorativa da época.

Estela Funerária
São Pedro
Virgem do Ó (ou da Expectação)
Arca tumular
Cruzeiro do Senhor do Bom Despacho
Capela de São João Evangelista
Pedra de armas